E A Estratégia...
E A ESTRATÉGIA...
Michael Porter
As empresas têm de ser flexíveis para responder rapidamente às
alterações competitivas e do mercado. Têm de se comparar com os rivais
(benchmarking) para obter maior eficiência e evoluir continuamente. Têm de
possuir competências centrais (core competences) para se manterem à
frente dos seus rivais. O posicionamento, em tempos, considerado a alma da
estratégia, é hoje rejeitado, por ser demasiado estático face às mutações
dos mercados e das tecnologias. De acordo com a nova doutrina, as
empresas podem facilmente copiar o posicionamento estratégico dos rivais.
Logo, as vantagens competitivas são temporárias.
Estas teorias são apenas meias verdades, extremamente perigosas, que
levam as empresas a enveredar pelo caminho da competição destrutiva. As
barreiras à entrada de novos competidores estão a cair à medida que as leis
se tornam mais flexíveis e os mercados mais abertos. As empresas
procuram ser mais independentes e ágeis. Contudo, em muitos mercados, o
que uns chamam de hiperconcorrência não é o resultado inevitável de uma
mudança de paradigma competitivo.
A raiz do problema encontra-se na incapacidade de distinguir entre a
eficiência operacional e a estratégia. A procura de produtividade, qualidade e
velocidade tem provocado o aparecimento de inúmeras técnicas de gestão:
qualidade total; benchmarking; time-based competition; outsourcing;
parcerias estratégicas; reengenharia; e gestão da mudança. Apesar de a sua
aplicação gerar, na maioria dos casos, melhorias operacionais significativas,
muitas empresas revelam incapacidade de traduzir estes ganhos em
vantagens sustentáveis. Assim, a pouco e pouco, quase sem se dar conta,
as técnicas de gestão têm tomado o lugar da estratégia.
E você, tem estratégia? Ou usa a gestão como forma de condução dos negócios, operando em busca de resultados sem um direcionamento bem estruturado? Qual seu método de gestão?
Pense bem, planeje-se e seja estratégico.
